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	<title>Nothing Like &#187; root</title>
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	<description>"God Hate Us All"</description>
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		<title>Como solucionar problemas no boot do Linux.</title>
		<link>http://nothinglike.net/diary/2009/03/01/como-solucionar-problemas-no-boot-do-linux/</link>
		<comments>http://nothinglike.net/diary/2009/03/01/como-solucionar-problemas-no-boot-do-linux/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 00:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gobr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[boot]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando as atividades do blog, dessa vez resolvi falar sobre Linux, o que provavelmente não é o tópico de maior interesse de quem lê este blog. Como ultimamente o pessoal da faculdade está instalando novas distros e literalmente destruindo o boot (não culpem o slackware a culpa é de vocês) após ler esse artigo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando as atividades do blog, dessa vez resolvi falar sobre Linux, o que provavelmente não é o tópico de maior interesse de quem lê este blog.<br />
Como ultimamente o pessoal da faculdade está instalando novas distros e literalmente destruindo o boot (não culpem o slackware a culpa é de vocês) após ler esse artigo do <a href="http://www.tuxradar.com/">TuxRadar</a>, resolvi traduzi-lo para que o pessoal entenda o que está acontecendo e possa resolver a maioria dos seus problemas, pelo menos no quesito boot.<br />
Lembro também que quem quiser ler o artigo original ele se encontra em <a href="http://www.tuxradar.com/content/how-fix-linux-boot-problems">TuxRadar &#8211; How to fix Linux Boot Problems</a>, de qualquer maneira vale a visita ao site, que é novo mas tem bastante potencial.</p>
<p>Ainda planejo mais alguns artigos sobre Linux principalmente sobre a parte básica que estarei divulgando posteriormente, no mais aproveitem a leitura.</p>
<p><strong>Note for English Readers:</strong> this is a translation, see the original on <a href="http://www.tuxradar.com/content/how-fix-linux-boot-problems">TuxRadar &#8211; How to fix Linux Boot Problems</a></p>
<p><span id="more-77"></span></p>
<p>O processo de boot, ou inicialização, é toda a mágica que acontece no seu computador da hora em que você o liga até o momento em que ele está pronto para que você possa logar.</p>
<p>Durante esse tempo todo tipo de mensagem incompreensível aparece na tela, o que geralmente você não presta atenção, e que na maioria das distros é substituida por uma bela splash-screen com uma barra de progresso.</p>
<p>Se fosse sempre assim tudo bem, mas pode acontecer de o boot parar de funcionar. Neste tutorial iremos examinar o processo de boot com mais detalhes, entender o que pode dar errado, como diagnosticar e como resolver o problema.</p>
<h2>Desmistificando o problema.</h2>
<p>Quando dou aulas sobre Linux, alguns de meus alunos demonstram várias maneiras de resolver os problemas, uns tentam a maneira &#8220;livro de receitas&#8221;, &#8220;Se aparecer a mensagem X eu devo executar o comando Y&#8221;, mas raramente isso funciona. Eu geralmente os aconselho da seguinte maneira &#8220;O mais importante é entender como o sistema deveria estar funcionando, depois é entender o que o sistema está fazendo quando a falha acontece&#8221;.</p>
<p><img src="http://nothinglike.net/diary/images/boot_linux_fig1.png" alt="Fig. 1: O processo normal de boot no Linux." /></p>
<p>Fig. 1: O processo normal de boot no Linux.</p>
<p>Com isso em mente, vamos dar uma olhada em como o Linux faz o boot. Conhecendo a sequência normal e determinando até que ponto o sistema executou sem problemas serão os pontos chaves na resolução de problemas. A figura acima mostra a sequência normal de eventos do boot (setas verdes) e indica alguns dos possíveis problemas (setas vermelhas).</p>
<h2>Entendendo o processo de boot</h2>
<p>O boot ocorre em vários estágios. Quando o PC é ligado, o controle inicialmente é passado para um programa (chamado BIOS) que fica em uma memória de apenas leitura na placa-mãe. A BIOS executa testes internos de hardware e depois procura um dispositivo bootável, ela também provê uma interface onde você pode configurar a ordem de procura por dispositivos.</p>
<p>A maioria das BIOS modernas possui várias opções incluindo boot via rede (PXE), no nosso caso consideramos apenas o boot do disco rígido.</p>
<p>A BIOS carrega as informações de MBR (Master Boot Record) do dispositivo selecionado e as executa. Se houver alguma falha a BIOS informa &#8220;Sistema Operacional não encontrado&#8221; ou algo parecido. As informações de MBR ocupam o primeiro setor do disco e contém o esquema de partições (64 bytes) e um pequeno programa (446 bytes) conhecido como &#8220;stage1&#8243; do processo de boot.</p>
<p>O loader de stage1 é bem simples, tudo o que ele faz é mostrar a palavra GRUB na tela e carregar o próximo passo utilizando o &#8220;block map&#8221; que está contido no MBR. (O &#8220;block map&#8221; mostra em quais blocos do disco está o segundo loader). Estou assumindo aqui que você está utilizando o GRUB, há vários outros bootloaders, incluindo um mais antigo e conhecido deles, o LILO, porém o GRUB é mais recente, esperto e utilizado na maioria das distros atuais. O segundo estágio de boot na verdade é chamado de &#8220;stage1.5&#8243;, e se você procurar no seu diretório &#8220;/boot/grub&#8221; você pode ver estes arquivos, usualmente eles tem nomes como e2fs_stage_1_5 ou reiserfs_stage_1_5.</p>
<p>Cada um destes programas é responsável por tratar um sistema de arquivos, e2fs_stage_1_5 pode ler partições em ext2 e ext3, o reiserfs_stage_1_5 pode ler partições reiser, e etc. Essa habilidade do GRUB de ler os arquivos pelo nome durante o boot (antes que o Linux seja carregado) é o que realmente o diferencia do LILO.</p>
<p>O loader &#8220;stage1.5&#8243;, responsável por carregar o &#8220;stage2&#8243; é ligeiramente maior. Esse stage é responsável por ler um arquivo de configuração (em geral /boot/grub/menu.lst ou /boot/grub/grub.conf) e, baseado nas entradas que ele encontrar, montar um menu de opções de quais SOs você deseja efetuar o boot. Se ele não encontrar nenhum dos arquivos de configuração ele abre um prompt interativo onde você pode entrar com os comandos manualmente.</p>
<p>Uma entrada típica do arquivo &#8220;menu.lst&#8221; é parecida com:</p>
<pre class="command">
title openSUSE 10.2
    root (hd0,0)
    kernel /boot/vmlinuz-2.6.18.2-34-default root=/dev/hda1 vga=0x317 showopts
    initrd /boot/initrd-2.6.18.2-34-default</pre>
<p>A linha &#8220;title&#8221; simplesmente especifica o que irá aparecer no menu do GRUB. A linha que a segue determina os comandos a serem executados se esta for selecionada. A linha &#8220;root&#8221; mostra pro GRUB onde o sistema está alocado. O GRUB tem um sistema próprio para nomear as partições de disco que é um pouco diferente do sistema utilizado no Linux em geral.</p>
<p>Na língua do GRUB, &#8220;hd0&#8243; se refere ao primeiro disco do sistema, em um sistema que utiliza discos IDE corresponde ao &#8220;/dev/hda&#8221;, ou em casos de discos SATA o &#8220;/dev/sda&#8221;. o &#8220;(hd0,0)&#8221; se refere a primeira partição daquele disco, no Linux &#8220;/dev/(h|s)da1&#8243;. A linha &#8220;kernel&#8221; demonstra o arquivo de kernel que o GRUB deve carregar. No fim desse arquivo ainda há outras opções que podem ser passadas pro kernel, mais sobre isso depois.</p>
<p>A linha &#8220;initrd&#8221; indica o arquivo de disco RAM, &#8220;initial RAM Disk&#8221;, uma imagem que será usada pelo kernel enquanto ele inicializa, o GRUB também é responsável por carregar este arquivo para a memória, se ele falhar para encontrar o kernel ou o a imagem ramdisk ele reporta &#8220;Error 15: File not found&#8221; e para.</p>
<p>Assim que o kernel inicia ele monta o sistema de arquivos do HD. O nome da partição que contém esse sistema de arquivos é passado como parâmetro para o kernel, como pode ser visto nas linhas do &#8220;menu.lst&#8221; acima. Montar o sistema de arquivos corretamente é o ponto chave para o boot e se você está tentando resolver problemas no boot é vital saber se ele chega ou não até este ponto. Falhas em montar o sistema de arquivo geralmente geram &#8220;kernel panic&#8221;, apesar de que alguns sistemas apenas pararão.</p>
<p>Se o kernel conseguir montar o sistema de arquivos corretamente, ele lança um único processo (que tem sua ID 1) o qual roda o programa &#8220;/sbin/init&#8221;. Se este programa não for encontrado pode acontecer: &#8220;kernel panic&#8221;, desligamento ou (dependendo da distro) que você caia em uma shell em modo root. E apenas pra colocar um pouco de confusão, o Ubuntu não utiliza o init, ele foi substituido pelo upstart.</p>
<p>O &#8220;init&#8221; é responsável por rodar os scripts que inicializarão todos os outros processos do sistema. Há também outro script que é inicializado neste processo, em sistemas Red-Hat ele é o &#8220;/etc/rc.d/c.sysinit&#8221;, no SUSE é o &#8220;/etc/init.d/boot&#8221;. Entre várias coisas estes scripts executam verificações de consistência e montam outras partições do disco que estão especificadas no &#8220;/etc/fstab&#8221;. Como há milhares de coisas que podem dar errado nesse estágio nos pararemos nesse ponto, pelo menos nesse artigo.</p>
<h2>Mexendo diretamente com o GRUB</h2>
<p>Um ponto importante à saber é como interver na sequência de boot do GRUB. A maioria das distros configura o GRUB com uma opção de boot padrão, e uma pequeno tempo (em geral, alguns segundos) nos quais você pode apertar ESC e ganhar controle direto do GRUB.</p>
<p>A partir de agora você pode: seguir as instruções na tela e editar os comandos associados com a sua seleção do menu antes de iniciar o boot ou abrir um prompt de comando do GRUB e digitar os comandos diretamente, nesse ponto você pode digitar as linhas &#8220;root&#8221;, &#8220;kernel&#8221; e &#8220;initrd&#8221; que vimos no arquivo &#8220;menu.lst&#8221; anteriormente. Fig. 2 (abaixo) mostra o resultado de digitar &#8220;help&#8221; na linha de comando do GRUB.</p>
<p><img src="http://nothinglike.net/diary/images/boot_linux_fig2.jpg" alt="Fig. 2: O resultado de digitar o comando 'help' na linha de comando do GRUB." /></p>
<p>Fig. 2: O resultado de digitar o comando &#8220;help&#8221; na linha de comando do GRUB.</p>
<h2>A Mídia de Resgate</h2>
<p>Se ajustar as opções do GRUB não ajudarem no reparo do sistema então é hora de usar um boot de resgate, que significa efetuar o boot de um CD de instalação ou alguma outra mídia de reparo. O kernel e seus módulos serão carregados à partir desta mídia um sistema pequeno (mas completo) para a memória, resultando em um sistema que não depende de nenhum dos arquivos do HD.</p>
<p>Você pode então montar as partições (do HD) à partir desse sistema e reparar o estrago. Na maioria das distros novas o seu CD (ou DVD) de instalação pode ser usado desta maneira e nem é necessário que o CD de resgate seja da mesma distro que você está utilizando.</p>
<p>É importante lembrar também que a maneira que você irá visualizar os arquivos que estão no seu HD é diferente, eles não estarão localizados nos mesmos locais caso eles fossem montados diretamente. Exemplo: Se utilizando o CD de resgate você montar sua partição principal dentro de &#8220;/mnt&#8221; e quiser acessar o arquivo &#8220;/etc/fstab&#8221; dentro dessa partição ele estará em &#8220;/mnt/etc/fstab&#8221;.</p>
<h2>Estudo de Caso</h2>
<p>Nosso primeiro estudo de caso é sobre um sistema RHEL5 (Red Hat) no qual o diretório &#8220;/usr&#8221; foi colocado em uma partição separada. Por alguma razão (que eu não me lembro qual seja) eu tive que ditar o arquivo &#8220;/etc/fstab&#8221; para um administrador novato que acabou preenchendo o campo LABEL=/user ao invés de LABEL=/usr na linha que especificava a montagem dessa partição. O erro causado não deixava o sistema ser multi-usuário, e sim caia em uma shell mono-usuário. A mensagem era:</p>
<pre class="command">
fsck.ext3: Unable to resolve 'LABEL=/user'        [FAILED]

*** An error occurred during the file system check.
*** Dropping you to a shell; the system will reboot
*** when you leave the shell
Give root password for maintenance
(or type Control-D to continue):</pre>
<p>O importante aqui é tentar ler a mensagem de erro. Por quê o sistema está tentando achar a label chamada &#8220;/user&#8221;? Em que arquivo essa label aparece?</p>
<p>Hmmmm&#8230;. Talvez o &#8220;/etc/fstab&#8221;? Como o sistema gentilmente nos deixou em uma shell de root podemos ir direto ao arquivo e editá-lo. Porém, o sistema de arquivos está montado como somente leitura (por causa do fsck) então não é possível editar o arquivo e salva-lo. A dica é mudar as opções de montagem da partição para permissão de escrita sem desmontá-la, isso é feito da seguinte maneira:</p>
<pre class="command">
# mount -o remount,rw / # primeiro # pertence ao comando.</pre>
<p>Depois de fazer isso é só corrigir o &#8220;/etc/fstab&#8221; e reiniciar normalmente.</p>
<h2>Segundo estudo de caso</h2>
<p>Nosse segundo estudo de caso é mais complexo que o anterior e envolve um cenário com dual-boot.</p>
<p>Primeiro eu instalei o openSUSE 10.2 em um HD vazio, alocando 8GB para a partição &#8220;hda1&#8243; como partição principal e 2GB em &#8220;hda2&#8243; como partição de &#8220;swap&#8221;. O instalador escreveu o &#8220;stage1&#8243; na MBR e o &#8220;stage1.5&#8243; nos blocos subsequentes, depois eu instalei o Fedora 7 no espaço vazio do HD, alocando assim mais 8GB em &#8220;hda3&#8243; para a partição principal do Fedora e compartilhando o swap com o openSUSE.</p>
<p>A figura 3 (abaixo) pode ajudar caso você esteja perdido. Eu permiti que o Fedora instalasse o seu GRUB por padrão em &#8220;/dev/sda&#8221;. (A convenção de nomes é um pouco confusa por que o openSUSE 10.2 utiliza o nome das partições padrão, &#8220;hda&#8221;, enquanto o Fedora usa o estilo SCSI, &#8220;sda&#8221;.)</p>
<p><img src="http://nothinglike.net/diary/images/boot_linux_fig3.png" alt="Fig. 3: A configuração dual-boot mostra a interação entre as partições do SUSE e do Fedora." /><br />
Fig. 3: A configuração dual-boot mostra a interação entre as partições do SUSE e do Fedora.</p>
<p>Durante a instalação do Fedora me foi oferecido a opção de adicionar itens extras no GRUB eu pedi que fosse instalado um item para o SUSE 10.2 que está em &#8220;/dev/sda1&#8243;. O item criado adicionou as seguintes linhas na configuração do GRUB:</p>
<pre class="command">
title SUSE 10.2
      rootnoverify (hd0,0)
      chainloader +1</pre>
<p>Se eu selecionar este item pelo menu, o GRUB do Fedora irá carregar o GRUB do openSUSE do primeiro setor da primeira partição (que o GRUB chama de &#8220;(hd0,0)&#8221; e o Fedora 7 chama de &#8220;/dev/sda1&#8243; e o openSUSE chama de &#8220;/dev/hda1&#8243; &#8211; será que isso precisava ser tão confuso?) Agora eu posso escolher entre o Fedora e o SUSE no boot, apesar de que escolhendo o SUSE eu ainda tenho o pequeno incômodo de passar por um segundo menu de boot do GRUB. Se eu tivesse feito isso de uma maneira inteligente eu teria copiado as configurações do SUSE para o GRUB que estão &#8220;hda1&#8243; para o GRUB que está em &#8220;hda3&#8243; o que seria mais conveniente, já que eu não teria que passar pelo segundo menu.</p>
<h2>Se livrando do Fedora</h2>
<p>Algumas semanas depois eu decidi que não precisaria mais da instalação do Fedora e que ao invés disso eu usaria a partição na instalação do SUSE, então (logado no SUSE) rodei o comando:</p>
<pre class="command">
# mke2fs -j /dev/hda3</pre>
<p>&#8230;para criar um novo sistema na partição. Lembrando, &#8220;hda3&#8243; era a partição da minha instalação do Fedora. Então montei a nova partição em &#8220;/mnt&#8221;. Tudo funcionou perfeitamente até o momento que o sistema foi reiniciado. O GRUB falhou, eu não conseguia fazer boot no Fedora (o que era esperado já que eu destrui a partição) e o pior, eu também não conseguia efetuar boot no SUSE, de fato a única coisa que acontecia era aparecer a palavra &#8220;GRUB&#8221; na tela.</p>
<p>O grande segredo: &#8220;Não entre em pânico!&#8221;, pense sobre o que você fez. Olhe novamente a figura 3 e lembre-se que o conteúdo de &#8220;hda3&#8243; foram sobreescritos. O &#8220;stage1.5&#8243; instalado pelo Fedora que referenciava o &#8220;stage2&#8243; em &#8220;hda3&#8243; não existe mais. O que precisamos pra reinstalar o &#8220;stage1&#8243; e &#8220;stage1.5&#8243; originais e conseguirmos efetuar o boot no SUSE?</p>
<p>A única maneira de fazer isso é com uma mídia de resgate. Como mencionado anteriormente qualquer instalação do Linux pode fazer esse trabalho, eu escolhi o Ubuntu por que ele vem em formato &#8220;livecd&#8221;, ou seja, eu consigo um desktop completo, incluindo Gnome, apartir do CD.</p>
<p>O Ubuntu, diferente do Fedora, nomeia as partições como &#8220;sda&#8221; assim quando o meu livecd iniciou eu pude montar minha partição do SUSE no Ubuntu da seguinte maneira:</p>
<pre class="command">
$ sudo mount /dev/sda1 /mnt</pre>
<p>(Caso você esteja se perguntando o que é o comando &#8220;sudo&#8221;, ele é utilizado por que o Ubuntu desabilita o login direto como root, o que requer que o comando &#8220;sudo&#8221; seja utilizado para os comandos que precisam desse privilégio. No livecd não é necessário nenhuma senha para executa-lo)</p>
<p>Agora é preciso que o GRUB reescreva o MBR. Ainda não tenho certeza de onde o GRUB se encontra (estou procurando o GRUB da instalação do SUSE, ou seja o que está em &#8220;hda1&#8243;), mas executando:</p>
<pre class="command">
$ sudo find /mnt -name grub</pre>
<p>Eu facilmente encontrei o grub no diretório &#8220;/mnt/usr/sbin/grub&#8221;. Agora é possível executá-lo e digitar os comandos necessários em seu prompt:</p>
<pre class="command">
$ sudo /mnt/usr/sbin/grub

grub&gt; root (hd0,0)
grub&gt; setup (hd0) (hd0,0)
 Checking if "/boot/grub/stage1" exists... yes
 Checking if "/boot/grub/stage2" exists... yes
 Checking if "/boot/grub/e2fs_stage1_5" exists... yes
 Running "embed /boot/grub/e2fs_stage1_5 (hd0)"... 15 sectors are embedded. succeeded
 Running "install /boot/grub/stage1 (hd0) (hd0)1+15 p (hd0,0)/boot/grub/stage2 /boot/grub/menu.lst"... succeeded
Done.
grub&gt; quit</pre>
<p>O comando chave aqui é &#8220;setup (hd0) (hd0,0)&#8221; que diz para o GRUB reinstalar o &#8220;stage1&#8243; original (o do SUSE) na MBR do (hd0), e então copiar o &#8220;stage1.5&#8243; para os setores subsequentes. (Para uma descrição mais detalhada leia o manual do GRUB).<br />
Depois que isso foi feito eu posso reiniciar e então logar normalmente no SUSE.</p>
<h2>Resgate Internacional</h2>
<p>LiveCDs como o Ubuntu ou Knoppix funcionam perfeitamente, mas existem opções menores e mais rápidas. Uma que seria interessante de se olhar é o SystemRescueCD, que não só é mais rápido no boot mas também contém uma coleção de ferramentas para trabalhar com as partições, desde de o clássico gparted até itens não-usuais como o ntfs-3g, que permite acessar partições NTFS com total suporte à escrita e leitura, o que facilita caso precise recuperar algo de uma partição NTFS com mal funcionamento. Outro benefício desse CD é que ele pode ser totalmente carregado em memória podendo assim deixar o drive de CD livre caso necessário.</p>
<div class="boxout">
<h2>Parâmetros de Kernel</h2>
<p>Uma razão comum para se editar os comandos do GRUB é poder passar durante o boot comandos para o kernel. Esses parâmetros devem ser colocados ao final da linha de kernel. Você pode ver todos os parâmetros disponíveis pelo comando &#8220;man bootparam&#8221; ou pode comprar o livro &#8220;Linux Kernel in a Nutshell&#8221; do Greg Kroah-Hartman&#8217;s. (Onde mais é possível encontrar um kernel? Há um caítulo inteiro dedicado à isso no livro do Greg que pode ser lido em www.kroah.com/lkn/)</p>
<p>Se você tem instalado o código-fonte do kernel você também pode ver a lista de parâmetros em &#8220;/usr/src/linux/Documentation/kernel-parameters.txt&#8221;. Tome algum cuidado pois há parâmetros para opções que podem não estar instaladas ou configuradas no seu kernel. A tabela abaixo lista apenas alguma para se ter uma idéia. Se você tiver uma instalação funcional você pode saber quais parâmetros estão sendo passados examinando o &#8220;/proc/cmdline&#8221;.</p>
<ul>
<li><strong>quiet:</strong> Não loga nada que não seja avisos ou erros. Não a utilize se você está tentando fazer debug do boot.</li>
<li><strong>splash:</strong> Mostra na tela uma splash com uma barra de progresso. cobrindo assim as mensagens do kernel, desabilite-a se estiver fazendo debug.</li>
<li><strong>single ou S:</strong> Faz com que o kernel execute o &#8220;init&#8221; e o sistema se torne mono-usuário. Dependendo da configuração você pode ou não ser perguntado pela senha de root, e então cair em um shell de root. O servidor X e o ambiente gráfico não seram iniciados, e nenhuma das partições (exceto a principal) será montada. Esse modo é útil para detectar problemas no X ou reparar partições.</li>
<li><strong>vga=ask:</strong> Essa opção permite que você selecione o seu adaptador de vídeo, a resolução e o modo de uma lista. É útil se o seu monitor não funcionar com a configuração padrão.</li>
<li><strong>acpi=off:</strong> Desabilita o ACPI (Advanced Configuration and Power Interface)</li>
<li><strong>init=/bin/sh:</strong> Roda o progama &#8220;/bin/sh&#8221;, o shell, ao invés do init. É ainda mais extremo do que efetuar o boot mono-usuário e não faz praticamente nenhuma inicialização. O boot é extremamente rápido e o shell será o único processo sendo executado.</li>
</ul>
</div>
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